É um espaço destinado a expressão daqueles que se denominam do signo de touro com todas as suas simplicidades e complexidades e a exposição de suas principais características, bem como algumas dicas de convivência com as pessoas desse e de outros signos. Só peço àqueles a quem se interessarem por se expressar por meio deste, que o faça com responsabilidade e cordialidade para com os leitores do mesmo, no mais, sintam-se a vontade para manifestar seus sentimentos taurinos. Sejam bem vindos!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
VALE A PENA TROCAR A AMIZADE PELO SEXO?
Amigos são indivíduos inteiros.
Mas quando partem para a intimidade física,
surge a tendência para a fusão com o outro
e o aparecimento de sentimentos não usuais
na amizade, tais como ciúme e possessividade
Desde que a Filosofia entrou em cena tentando explicar os termos amor e amizade que ferrenhas discussões tem sido desencadeadas. Na Grécia de Sócrates, por exemplo, praticamente não havia diferença entre os dois sentimentos, pelo menos para os homens, onde as relações amorosas (sexuais, inclusive) aconteciam naturalmente entre amigos. Às mulheres, consideradas meras procriadoras, nenhuma destas manifestações era permitida.
Com o decorrer dos séculos e o fortalecimento dos dogmas do catolicismo – que controlava as “sequelas” advindas do pecado original através das treliças do confessionário -, a amizade entre homens e mulheres deixou de ser vista com bons olhos, e o amor (leia-se sexo) passou a ser praticado apenas com o sentido de “crescei-vos e multiplicai-vos”.
Para os que transgrediam as leis de Deus, os castigos variavam de pequenas penitências, pagas com orações, à abstinência total e até excomunhão. Em outras palavras, gostar demais da “coisa” levava o indivíduo diretamente para o inferno.
Intimidade sofisticada
Onde estou querendo chegar com esse “nariz de cera”*, deve estar se perguntando o leitor. A uma outra pergunta, bem mais apropriada ao assunto que desejo tratar.
Que o sexo é para ser prazeroso, seja entre amigos ou amantes, todo mundo sabe. Porém, será que a intimidade física vale a perda de uma boa amizade caso algum mal-entendido posso surgir quando passamos de amigos a parceiros sexuais? Quem consegue continuar apenas cúmplice depois de um encontro amoroso que nos expõe – de corpo e alma - ao julgamento do outro?
Na amizade existe um tipo de intimidade mais sofisticada do que no amor, pois envolve um grau de sinceridade e de aliança entre as pessoas que, raramente, se encontra entre os que se amam. Será que estou conseguindo me fazer entender?
Indivíduos inteiros
Vejamos: no amor, o medo de decepcionar o parceiro, determina uma tendência a esconder dados (a que chamamos de “mistério”) que podem “distorcer” nossa imagem – e até nos levar a perder o seu (dele) afeto. Existe, em virtude disso, um crescente abismo entre os que se amam – o que não acontece nas amizades. Concordam comigo?
Em minha opinião, amigos são indivíduos inteiros, que se aproximam porque apreciam o modo de ser e de pensar do outro. No amor, as pessoas se percebem como metades, buscando a unidade por meio da fusão com o outro.
De acordo com as modernas teorias, na amizade, em que há o envolvimento físico, pode acontecer a perda da unidade, da completude, surgindo a tendência para a “fusão” (que acontece no amor) e o aparecimento de ingredientes não usuais entre amigos: posse, ciúme, controle, entre outros.
Teoria da “metade”
Os especialistas afirmam: o desencadeador do processo no qual uma pessoa inteira, na amizade, passa a se sentir metade no amor pode muito bem se dar a partir da intimidade sexual. Essa é a razão pela qual os amigos, tão próximos em todos os outros aspectos da vida emocional, sempre evitam os contatos físicos que não sejam explicitamente relacionados com gesto de ternura.
O que me parece, ao mesmo tempo, uma atitude sábia e triste, pois acaba determinando o impedimento de maior intimidade fora do contexto amoroso, na direção do contato entre pessoas que não tem afinidade e que não acham grande graça uma na outra. E que, com certeza, não é a “outra metade da laranja”.
Mas, seria possível a existência de intimidades sexuais entre amigos sem que isso determine o reaparecimento desse desejo de fusão que nos persegue? Em teoria, penso que sim. Na prática, passionais que somos, não tenho tanta certeza.
Acredito que, um dia, poderemos vir a atingir esse crescimento emocional, determinando o fim do anseio da fusão e da ideia de que podemos resolver nossas insatisfações por meio de outra pessoa.
Se bem que, mesmo agora,
acredito que muitos de nós
já visualizam essa criatura
dentro de si.
POR:SILVIA MENDONÇA
http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/vale-a-pena-trocar-a-amizade
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